A autenticação do Rei
Mateus 9.14 Vieram, depois, os discípulos de João e perguntaram a Jesus: — Por que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os seus discípulos não jejuam? 15Jesus respondeu: — Como podem os convidados para o casamento estar tristes enquanto o noivo está com eles? No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então eles vão jejuar. 16Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha; porque o remendo tira um pedaço da roupa, e o buraco fica ainda maior. 17Nem se põe vinho novo em odres velhos, porque, se alguém fizer isso, os odres se rompem, o vinho se derrama, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam. 18Enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, eis que um chefe da sinagoga, aproximando-se, o adorou e disse: — Minha filha morreu agora mesmo; mas venha impor a mão sobre ela, e ela viverá. 19E Jesus se levantou e o seguiu, juntamente com os seus discípulos. 20E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia, veio por trás de Jesus e tocou na borda da capa dele. 21Porque dizia consigo mesma: “Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada.” 22Então Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: — Coragem, filha, a sua fé salvou você. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã. 23Tendo Jesus chegado à casa do chefe e vendo os tocadores de flauta e o povo em alvoroço, disse: 24 — Saiam daqui! Porque a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele. 25Mas, quando o povo tinha sido colocado para fora, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26E a notícia deste acontecimento se espalhou por toda aquela terra.
Nesta perícope, o Rei confronta três cenários distintos, cada qual apresentando seus próprios desafios, e em todos eles a resposta soberana é absoluta.
Depois de banquetear na casa de Mateus, junto com publicanos pecadores, o Rei se depara com os amigos que o questionavam. Para eles, o Rei não deixa margem para dúvidas: declara-se o Noivo messiânico, aquele que inaugura uma ordem inteiramente nova sob a qual os antigos rituais perdem seu valor. Para os aflitos e desesperados — representados aqui pelo chefe da sinagoga e pela mulher cuja vida se esvaía em desilusão —, Sua palavra é de convicção e refrigério; eles são alcançados pela graça irresistível de Deus. Por fim, os zombadores, incapazes de discernir a sua autoridade, são removidos, ficando privados de testemunhar o primeiro milagre de ressurreição no Novo Testamento. Se na primeira seção o Rei prenunciou sua morte, na porção final, sua ressurreição é antecipada de forma gloriosa no levantamento da filha de Jairo.
O propósito fundamental desta passagem é demonstrar que, estamos diante do Rei prometido e do Messias aguardado, cujas obras poderosas autenticam sua pregação.
Jesus revela-se como o Rei divino investido de toda autoridade nos céus e na terra. Diante de tamanha revelação, a natureza humana caída pode resistir e zombar d'Ele, tratando-o como um lunático ou charlatão, ou pode, pela operação do Espírito, reconhecer sua glória e divindade. O que, então, Deus requer de seus adoradores? Que se curvem diante de sua majestade inefável e encontrem seu maior deleite em desfrutar de sua maravilhosa e redentora presença.
Três situações. Três atitudes Os amigos questionadores. 9.14-17
14 Vieram, depois, os discípulos de João e perguntaram a Jesus: — Por que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os seus discípulos não jejuam?
Os discípulos de João sentiram-se confrontados ao perceberem que os seguidores de Jesus participavam de festas e jantares em vez de praticarem o jejum habitual. Assim como os críticos questionaram anteriormente os discípulos sobre as atitudes de Jesus (Mt 9.11), nesse momento, os questionamentos são direcionados diretamente a Jesus a respeito do comportamento de seus discípulos.
Diferente dos fariseus na situação anterior, eles não ficaram murmurando em segredo, mas optaram por falar diretamente. Agindo como amigos sinceros que haviam se sentido ofendidos, foram questionar o próprio Senhor Jesus pessoalmente.
Em sua resposta, Jesus recorre a três ilustrações:
15Jesus respondeu: — Como podem os convidados para o casamento estar tristes enquanto o noivo está com eles? No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então eles vão jejuar.
Nessa analogia, Jesus assume o papel do noivo, enquanto os discípulos figuram como seus convidados chamados de modo eficaz, definitivo e gracioso pelo Noivo. Diante da alegria de estarem em sua companhia, a prática do jejum torna-se inadequada para eles. Visto que no Antigo Testamento a figura do noivo é frequentemente utilizada para representar Deus (Is 54.5,6; 62.4,5; Os 2.16-20) e que o cenário de um casamento era associado pelos judeus ao banquete ou à vinda messiânica, a declaração de Jesus carrega um profundo sentido cristológico implícito: ele se apresenta como o noivo messiânico e sinaliza o início da era messiânica.
No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado... Clara referência à Paixão e ascensão futura do Rei.
Uma nota sobre o jejum - Mt 6.16-18
Oportunamente, podemos recordar o que foi ensinado a respeito do jejum em outra passagem:
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● Os crentes não devem Jejuar com a expectativa de obter resultados diretos e imediatos, como se o jejum fosse uma ferramenta para "conquistar" certas bênçãos.
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● O jejum deve ser visto sempre como um instrumento para alcançar um objetivo espiritual, e não como um fim em si mesmo.
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● Ojejumnãodevesermotivadoporregrasounormas,massimpor uma necessidade específica de intensa concentração na
adoração e busca a Deus.
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● O jejum é uma das disciplinas espirituais que contribuem para o
amadurecimento e crescimento da vida espiritual do crente.
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● Jejuar vai além da simples interrupção de ingestão de alimentos ou bebidas por um período. Envolve separar tempo dedicado à
busca de Deus por meio da oração.
● É permitido e apropriado que a Igreja estabeleça e promova períodos de oração e jejum quando julgar que as circunstâncias e necessidades espirituais o exijam.
16Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha; porque o remendo tira um pedaço da roupa, e o buraco fica ainda maior. 17Nem se põe vinho novo em odres velhos, porque, se alguém fizer isso, os odres se rompem, o vinho se derrama, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.
As atividades cotidianas servem de base para a segunda e a terceira ilustrações. A segunda delas mostra que costurar um pedaço de pano novo em uma roupa velha, na tentativa de consertá-la, acaba gerando um rasgo ainda maior. Já a terceira ilustração envolve os recipientes de pele utilizados para o transporte de líquidos. Com o passar do tempo, esses vasilhames de couro animal tornavam-se ressecados e quebradiços. Caso recebessem vinho novo em pleno processo de fermentação, a pressão gerada pelo acúmulo de gases romperia o recipiente, resultando na perda tanto do vinho quanto do vasilhame.
Por essa razão, o vinho novo demandava odres novos, que ainda fossem elásticos e flexíveis o suficiente para suportar a expansão.
Essas ilustrações revelam que a realidade inaugurada por Jesus não aceita remendos nos costumes do antigo judaísmo, assim como o vinho novo não se amolda aos odres velhos. A implantação do seu reino exigia, necessariamente, a adoção de novas práticas. O propósito delas ultrapassa o debate sobre o jejum, indicando que a mensagem radical de Jesus não cabe nos limites das práticas religiosas da tradição judaica. Havia ali um questionamento profundo e inevitável aos alicerces do sistema religioso do judaísmo.
A obra de Jesus não consiste em reformar as aparências de uma antiga devoção ritualística, mas em nos cobrir com vestes completamente novas de justiça. Tentar fundir o evangelho às amarras do legalismo ou a permissividade do antinomianismo resultará apenas em um prejuízo maior.
Duas demonstrações de fé. 9.18-22
O relato de Mateus passa a enfatizar de forma central a importância da fé. Ao apresentar as credenciais messiânicas de Jesus, o texto destaca a realização de três novos tipos de milagres: o ato de levantar a menina morta, a cura de dois cegos e a cura de um mudo endemoninhado.
Em vez de se prender a discussões sobre jejuns, festas, comidas e bebidas, nosso Senhor preferiu deixar de lado os debates sobre regras religiosas e embates infrutíferos para socorrer uma menina que estava gravemente enferma — na verdade, já sem vida.
18Enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, eis que um chefe da sinagoga, aproximando-se, o adorou e disse: — Minha filha morreu agora mesmo; mas venha impor a mão sobre ela, e ela viverá.
Ao conectar essa narrativa diretamente ao banquete em sua residência, Mateus indica que a expressão "um dos dirigentes" aponta para um líder da sinagoga no cenário de Cafarnaum. Esse detalhe é confirmado por Marcos 5.22, texto que ainda revela que o nome desse homem era Jairo. Como um líder influente, ele era uma figura de destaque e de grande impacto na comunidade judaica local.
Embora demonstrasse confiança no poder do toque de Jesus, a fé desse chefe da sinagoga mostrava-se menor quando comparada à do centurião, que cria na cura apenas por meio da palavra pronunciada por Jesus (Mt 8.5-13). Ainda assim, nosso Senhor não o rejeitou, pois o Rei acolhe e atende à fé dos homens, seja ela grande ou pequena.
19E Jesus se levantou e o seguiu, juntamente com os seus discípulos.
O ato de Jesus se levantar não se traduz, obrigatoriamente, em um chamado ao discipulado. Não há evidências de que o dirigente da sinagoga tenha passado a seguir o Rei. Essa é a realidade de muita gente que pensa em Jesus somente em situações complexas ou adversas.
20E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia, veio por trás de Jesus e tocou na borda da capa dele. 21Porque dizia consigo mesma: “Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada.”
A real natureza da hemorragia que afligia a mulher (v. 20) permanece incerta; contudo, se for provável que se tratava de um sangramento uterino contínuo, sua condição a colocava em um estado de impureza perpétua (Lv 15.25-33). Tendo ouvido testemunhos de pessoas que foram curadas ao tocar em Jesus, ela buscou tocá-lo, almejando alcançar ao menos a borda de seu manto. Motivada em parte por uma concepção um tanto supersticiosa a respeito do Senhor, ela se esforçou para abrir espaço em meio à multidão — uma ação que, devido ao seu status de “impura”, deveria ter evitado.
22Então Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: — Coragem, filha, a sua fé salvou você. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.
Devido à brevidade do relato de Mateus, que prioriza apenas os pontos de seu maior interesse, não se estabelece com total clareza se o olhar de Jesus em direção a mulher ocorreu antes ou após o toque. Contudo, as narrativas paralelas apontam para a segunda opção, uma perspectiva que parece ressoar no uso do tempo perfeito na expressão “a sua fé a curou”. O milagre da cura se concretizou no instante em que ela tocou as vestes de Jesus. O fator determinante para o milagre foi a sua fé, e não o aspecto supersticioso que a acompanhava.
A aplicação feita por Spurgeon a respeito desse trecho foi de uma precisão cirúrgica:
“Aconteceu que a roupa de nosso Senhor foi puxada para trás em meio à multidão, e ela foi capaz de, com o dedo, atingir a orla de sua roupa. Ela acreditava que isso seria suficiente, e assim foi. Oh, se estivéssemos tão desejosos de sermos salvos como ela estava de ser curada! Oh, se tivéssemos tanta confiança em Jesus a ponto de termos a certeza dela, de que, se entrássemos em contato com Ele, mesmo pela menor promessa e a menor fé, Ele poderia e iria nos salvar! Minha alma, quando você está em necessidade urgente, seja corajosa para se aproximar de seu Senhor; pois, se um toque em sua roupa curará, que esta virtude venha sobre você!”
Uma nota sobre a fé.
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● Aféestáprofundamentefundamentadanocaráterenanatureza de Deus. A fé dos crentes descansa nas afirmações certeiras e reais da Escritura acerca de Deus.
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● Nesse sentido, existe um conteúdo intelectual na fé verdadeira. Existe uma base factual, histórica e intelectual para a nossa fé. A fé exige que creiamos no Deus da Bíblia que deu seu Filho para morrer e ressuscitar pecadores.
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● AfééimplantadanocoraçãodoshomenspelagraçadeDeus.A fé verdadeira é uma certeza e uma confiança implantada divinamente que se eleva muito acima do funcionamento natural do homem.
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● Aféenvolveoindivíduoporcompleto:conhecimento,aceitação e confiança. Em resumo, o homem deve crer com coração, depois de ter a mente iluminada, por isso, vive em novidade de vida.
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● Ohomemdeveterfé.Deusexigeissodohomem,porém,deveser entendido que a fé não é realmente uma obra, ela é o primeiro resultado visível da salvação.
● Além disso,deveserentendidoque,oquesalvarealmentenãoé a fé, mas Cristo. A fé é simplesmente o instrumento para receber o benefício de Cristo.
As pessoas zombam. 9.23-26
23Tendo Jesus chegado à casa do chefe e vendo os tocadores de flauta e o povo em alvoroço, disse: 24 — Saiam daqui! Porque a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele.
Diante da afirmação de Jesus de que o sepultamento seria desnecessário e de que a jovem voltaria a viver, os músicos contratados e o povo alvoroçado reagiram com deboche, convictos do falecimento dela. Escarnecer de Cristo é uma atitude lamentável.
Contudo, demonstrando paciência, Ele tolerou a hostilidade e a zombaria dos pecadores sem manifestar ira. Dessa forma, não devemos nos surpreender quando passamos por situações de ridicularização, lembrando que o próprio Senhor foi alvo delas. A zombaria também não deve ser um motivo para paralisar as nossas atividades, uma vez que Jesus prosseguiu com o propósito de devolver a vida à menina, a despeito de todos os que zombavam.
25Mas, quando o povo tinha sido colocado para fora, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.
Com a retirada da multidão que zombava (v. 25), o cenário foi preparado para o milagre. Conforme o relato de Mateus, Jesus tocou diretamente o cadáver; em vez de contrair impureza ritual pelo contato com a morte, Seu toque restaurou a vida daquela jovem. Essa demonstração de poder evidenciou que a autoridade de Jesus, como o Cristo, se sobrepunha de forma soberana até mesmo à morte, registrando-se assim o primeiro caso de ressurreição operado por nosso Senhor.
Aquelas pessoas marcadas pela irreverência acabaram excluídas, sendo colocadas para fora da casa; por essa razão, nenhum deles teve o privilégio de contemplar de perto o mistério majestoso e sublime da ressurreição. Aqueles que deliberadamente recusam os apelos misericordiosos do Rei sofrerão a exclusão eterna de sua presença gloriosa.
Com maestria, o pregador britânico Charles Spurgeon exclamou: “Senhor, pega nossos amados filhinhos pela mão e levanta-os para a vida eterna enquanto são crianças!”
26E a notícia deste acontecimento se espalhou por toda aquela terra.
A notícia sobre a ressurreição dos mortos se propagou rapidamente, sobretudo por ter envolvido a filha do líder da sinagoga. Não há como esconder a manifestação de uma nova vida em que ela é graciosamente concedida. Ao sermos agraciados com essa nova vida, a reputação de Jesus se espalha, e cabe a nós zelarmos para que o seu nome continue a ser glorificado.
O rei divino-humano - a divindade plena de Jesus e suas repercussões
Por que o Redentor tem de ser verdadeiramente Deus? Essa é a pergunta 23 do catecismo Nova Cidade que responde: Porque, em virtude de sua natureza divina, sua obediência e seu sofrimento seriam perfeitos e eficazes, e ele seria capaz de suportar a justa ira de Deus contra o pecado, embora vencendo a morte.
Leo Schuster explica a resposta do catecismo:
“Por que, então, é importante que Jesus como nosso Redentor seja verdadeiramente Deus? Nosso pecado foi cometido contra Deus. Só Deus pode perdoar uma transgressão contra ele mesmo. Foi por essa razão que alguns líderes religiosos dos dias de Jesus ficaram horrorizados quando ele disse que perdoava os pecados. Compreenderam as implicações do que ele dizia. Como um mero homem poderia perdoar os pecados que cometemos contra Deus? Um homem não pode, mas Deus pode.”
Tim Keller analisando as reivindicações de divindades feitas por Jesus disse:
“Creio que, no fim, você verá que não pode simplesmente gostar de alguém que faça reivindicações como essas que Jesus fez. Ou ele é um mentiroso perverso ou um maluco com quem não se deve ter nada a ver, ou é quem ele diz ser, e sua vida toda deve girar em torno dele, e você deve lançar tudo aos pés dele e dizer: “Sou teu escravo, Jesus". Você ora a Jesus quando está com problemas, mas no restante do tempo o ignora por estar ocupado? Ou ele não pode ouvir você por não ser aquele que ele diz ser - ou, se ele é quem diz ser, deve se tornar o centro em torno do qual toda a sua vida gira.”
Aplicações finais
Com base nas ênfases teológicas de Mateus, destacam-se algumas recomendações finais:
O Rei
● O valor e a importância das disciplinas espirituais: longe de descartar o jejum e outras práticas, Jesus as valoriza ao contextualizá-las em contraste com a sua própria missão.
● A necessidade absoluta e o valor de depositarmos inteiramente em Cristo a nossa total confiança. A eficácia da fé depende inteiramente de evidenciarmos o seu verdadeiro objeto: Cristo e sua glória.
● A oração deve acompanhar os discípulos de Cristo. Os crentes podem e devem orar com a convicção de que o Rei os ouve e pode realizar intervenções em suas vidas. Os nossos olhos precisam brilhar e nosso coração aquecer ante a possibilidade de ter as nossas orações atendidas pelo Rei.
O reino
● Umacaracterísticamarcantedeigrejassaudáveiséapráticada disciplina fundamentada no amor. Quando os seguidores de João interrogaram Jesus a respeito dos atos de seus discípulos, não receberam nenhuma repreensão por essa atitude. Por outro lado, acolheram a explicação do Senhor demonstrando fraternidade e um firme desejo de cooperação mútua.
● O reino de Deus é governado e estabelecido em uma nova estrutura: A vida do Rei. A performance religiosa, o individualismo, os desejos desenfreados e o nominalismo secularizado não fazem parte da nova vida no Reino. Os súditos do rei manifestam coração grato, devoção sacrificial e serviço abnegado.● A missão do Reino é realizada em meio aos zombadores e incrédulos. O testemunho dos crentes é vigorosamente apresentado em meio a uma geração corrupta e pecadora.
Conclusão
O Rei não veio para reformar as velhas tradições, mas para inaugurar o seu Reino prometido. Respondendo à questão central sobre o que Deus requer de seus adoradores, a conclusão é inegável: somos chamados a nos prostrar diante da majestade de Jesus, cuja soberania sobre a religiosidade, a morte e a incredulidade revelam sua divindade. Que nossa fé seja a confiança viva no Noivo que nos resgatou. Como Igreja, vivamos submissos ao seu senhorio, encontrando nele, e somente nele, o nosso eterno deleite e o propósito de nossa existência redimida.
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