A Bondade do Rei
Mateus 9.27 Saindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: — Tenha compaixão de nós, Filho de Davi! 28Quando ele entrou em casa, os cegos se aproximaram, e Jesus lhes perguntou: — Vocês creem que eu posso fazer isso? Eles responderam: — Sim, Senhor! 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: — Que se faça com vocês conforme a fé que vocês têm. 30E os olhos deles se abriram. Jesus, porém, os advertiu severamente, dizendo: — Tenham cuidado para que ninguém fique sabendo disto. 31Eles, porém, saíram e espalharam a notícia a respeito de Jesus por toda aquela terra. 32Quando eles saíram, eis que trouxeram a Jesus um mudo endemoniado. 33E, assim que o demônio foi expulso, o mudo passou a falar. E as multidões se admiravam, dizendo: — Jamais se viu tal coisa em Israel! 34Mas os fariseus diziam: — Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios. 35E Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todo tipo de doenças e enfermidades. 36Ao ver as multidões, Jesus se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. 37Então Jesus disse aos seus discípulos: — A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Por isso, peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Novamente, três situações e três atitudes distintas marcam o final da passagem que apresenta a autoridade do Rei. Na passagem anterior, três situações autenticaram Jesus como o Noivo Messiânico. Nessa, Jesus é apresentado como o ceifeiro que tanto exerce juízo, quanto colhe os frutos bons.
No primeiro episódio, grupos distintos de pessoas manifestam fé em Cristo: dois cegos e as pessoas que sofriam com alguém enfermo (o mudo endemoniado). Eles receberam a restauração de suas vidas e experimentaram intervenções gloriosas e graciosas do Rei. Tudo isso, levou a multidão ao êxtase e a admiração do Rei - mesmo que ele estivesse preocupado com sua fama.
Por outro lado, os fariseus não aceitaram bem as manifestações visíveis da autoridade do Rei. Eles atribuíram a Jesus o poder dos demônios e flertaram perigosamente com a condenação. A resposta do Rei para os seus críticos foi apontar a própria incapacidade deles de atender aos anseios de um povo carente. Enquanto, os blasfemadores difamavam; o Rei ensinava, pregava e curava. Contudo, chama a atenção o fato de que Jesus não advertiu severamente os fariseus como ele fez em outras oportunidades.
Finalmente, os discípulos de Jesus são chamados a cooperar com ele na seara. As pessoas são como ovelhas sem pastor, o trabalho é grande e somente com a intervenção definitiva de Deus a tarefa poderá ser realizada. As ovelhas sem pastor receberam a misericórdia do Rei.
Toda a perícope ressalta a bondade compassiva do Rei, mesmo com seus algozes, Jesus, amorosamente e de forma absolutamente compassiva e misericordiosa, atende as necessidades dos enfermos, percorre as cidades e aldeias como um Bom Pastor e incita a oração por mais trabalhadores.
Como a atitude de Jesus reflete em seu próprio comportamento - com os perdidos, os caluniadores e a missão do reino? De que maneira, a teologia que molda a sua vida, molda a sua postura?
Três situações. três atitudes
Necessitados manifestam fé no Rei.9.27-33
Mateus 9.27 Saindo Jesus dali dois cegos o seguiram, gritando: — Tenha compaixão de nós, Filho de Davi!
É provável que uma multidão numerosa acompanhasse o Rei após o impacto do milagre com a filha do chefe da sinagoga. Junto à multidão estavam dois cegos que tinham fé suficiente para seguir a Jesus até dentro da casa.
Aqui, pela primeira vez no relato, Jesus é chamado de “Filho de Davi” - na Palestina da época de Jesus existia uma grande expectativa messiânica (Isaías 35.5 Então se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos;). Ao usarem essa expressão, aqueles homens não estavam apenas pedindo ajuda, mas confessando que Jesus era o Messias prometido e demonstrando algum conhecimento incomum das Escrituras. Eles raciocinaram que, se Ele era de fato quem esperavam, agiria com misericórdia e lhes devolveria a visão. Assim, a própria necessidade tornou-se o caminho para a fé. Ironicamente, embora estivessem mergulhados na escuridão física, eles conseguiam "enxergar" a identidade de Jesus com muito mais clareza do que muitos que tinham os olhos abertos.
A boa teologia e o discipulado saudável são condições essenciais para a saúde espiritual dos crentes.
28Quando ele entrou em casa, os cegos se aproximaram, e Jesus lhes perguntou: — Vocês creem que eu posso fazer isso? Eles responderam: — Sim, Senhor!
Interessante notar que Jesus não questiona a condição física daqueles homens, mas foca inteiramente em sua fé, que é sempre o ponto essencial. Segunda D. A. Carson, esse diálogo revela dois aspectos fundamentais: “(1) revelou que o clamor deles não fora apenas de desespero, mas de fé; e (2) mostrou que a fé deles não era dirigida só a Deus, mas também à pessoa de Jesus e seu poder e autoridade”. Jesus evoca uma fé específica e pessoal. Se aqueles homens tivessem apenas uma fé fingida ou falsa, teriam permanecido cegos. Da mesma forma, se não depositarmos nossa confiança verdadeira no Senhor, permanecemos perdidos em nossos pecados.
Uma nota sobre a fé
● A fé está profundamente fundamentada no caráter e na natureza de Deus. A fé dos crentes descansa nas afirmações certeiras e reais da Escritura acerca de Deus.
● Nesse sentido, existe um conteúdo intelectual na fé verdadeira. Existe uma base factual, histórica e intelectual para a nossa fé. A fé exige que creiamos no Deus da Bíblia que deu seu Filho para morrer e ressuscitar pecadores.
● A fé é implantada no coração dos homens pela graça de Deus. A fé verdadeira é uma certeza e uma confiança implantada divinamente que se eleva muito acima do funcionamento natural do homem.
● A fé envolve o indivíduo por completo: conhecimento, aceitação e confiança. Em resumo, o homem deve crer com coração, depois de ter a mente iluminada, por isso, vive em novidade de vida.
● O homem deve ter fé. Deus exige isso do homem, porém, deve ser entendido que a fé não é realmente uma obra, ela é o primeiro resultado visível da salvação.● Além disso, deve ser entendido que, o que salva realmente não é a fé, mas Cristo. A fé é simplesmente o instrumento para receber o benefício de Cristo.
Contudo, aqueles homens, embora impulsionados pela fé a buscar a cura em Cristo, não permaneceram ao seu lado para aprender a obedecê-lo. Em consequência disso, a notícia do milagre se espalhou com rapidez por toda a região.
Não podemos supor que estamos agindo corretamente ao agir em desobediência ao nosso Senhor. Ainda que a desobediência pareça compreensível ou até produza bons frutos de imediato, ela continua sendo um ato de desobediência que não deve ser justificado, pois jamais devemos violar os preceitos do Rei.
Somos chamados a pregar o Evangelho, mas, também, somos exortados a pregá-lo de maneira correta e fiel. Cabe aos crentes testemunhar e proclamar as maravilhas da graça de Deus. Não podemos falhar nesse dever prestigioso, necessário e útil. Como ensinou o pregador Charles Spurgeon: “Mais e mais, deixe-nos divulgar a sua fama”.
32Quando eles saíram, eis que trouxeram a Jesus um mudo endemoniado. 33E, assim que o demônio foi expulso, o mudo passou a falar.
Assim que a dupla anterior se retira, surge outra pessoa necessitada. Incapaz de ir por conta própria, possivelmente devido à opressão espiritual que o dominava, o homem foi trazido por seus amigos. Preocupados com sua situação e convictos da autoridade e do poder de Cristo, eles o conduziram ao Senhor.
Embora as Escrituras do Novo Testamento associam diversas enfermidades a ações demoníacas, fica evidente a perfeição do Rei em discernir entre moléstias de causas naturais e casos de verdadeira possessão demoníaca.
Essa passagem exige grande cautela para a sua interpretação. Para não incorrer no erro de “texto fora de contexto", devemos lembrar que toda a perícope trata da autoridade do Rei. É um equívoco supor que o Rei esteja estabelecendo um ministério em que seus seguidores tenham a liberdade de discernir quais moléstias são causadas por demônios ou por causas naturais. Essa prerrogativa pertence exclusivamente ao Senhor Jesus, em virtude de sua natureza divina. Como crentes, podemos e devemos orar por todos os enfermos, confiando que o Senhor é poderoso para curá-los — sejam enfermidades naturais ou opressões demoníacas, e seja a cura realizada por meios ordinários ou extraordinários.
Assim, nosso Senhor não se deteve nos sintomas superficiais, mas combateu diretamente a raiz da aflição: o próprio espírito maligno. Com a presença de Jesus, a expulsão do demônio ocorreu como uma consequência natural de Sua soberana autoridade.
E as multidões se admiravam, dizendo: — Jamais se viu tal coisa em Israel!
A multidão declarou com razão que aquela era uma maravilha sem precedentes: jamais aconteceu algo semelhante em Israel. De fato, Jesus sobressai ao realizar atos impressionantes marcados por um poder gracioso incomum.
Estamos diante da epopeia da humanidade. A personalidade mais poderosa e gloriosa de toda a existência. A soberba salvação oferecida aos perdidos e necessitados. O ser perfeito e perfeitamente glorioso. A magnífica obra do Rei eterno imortal. Depois dele, o universo nunca mais foi o mesmo. Toda ordem do cosmos alterado. Como podemos reagir a tudo isso como os incrédulos fazem?
Esse espanto da multidão constitui o auge da inquietação anterior, ao mesmo tempo em que prepara o cenário para a reação cínica dos fariseus.
Os fariseus blasfemaram. 9.34
34Mas os fariseus diziam: — Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios.
Embora a oposição direta a Jesus já tivesse acontecido em outros momentos do Evangelho de Mateus, o avanço dessa resistência — que culminaria no calvário — passa a ser um elemento central do cenário para as instruções que se seguem.
Prontos para disparar calúnias e sem qualquer acusação legítima contra o Rei, os fariseus recorreram a uma alegação ímpia e vil: atribuíram a autoridade de Jesus sobre os espíritos malignos a um pacto nefasto com o próprio chefe dos demônios. Essa acusação audaciosa beirava perigosamente o pecado imperdoável.
As ovelhas sem pastor. 9.35-38
35E Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todo tipo de doenças e enfermidades. 36Ao ver as multidões, Jesus se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
Essa foi a sua resposta às calúnias e blasfêmias dos fariseus. Jesus, como Yahweh no Antigo Testamento, demonstrou compaixão pelas multidões sem pastor e julgou os falsos líderes. As ovelhas que Jesus vê estão aflitas, intimidadas e oprimidas; e, em face desses problemas, elas estão desamparadas, incapazes de se salvar ou de escapar de seus atormentadores.
O seu ministério era triplo: expor a antiga ordem, proclamar o novo reino e curar os doentes. Sua missão possuía um caráter didático, curativo, bem como o de uma viagem evangelística.
Que resposta gloriosa! Vamos responder à calúnia tendo maior zelo em fazer o bem. Spurgeon disse: “Quão felizes são as pessoas que têm Jesus entre elas! Oh, que possamos agora ver mais de seu trabalho entre nosso próprio povo!”
37Então Jesus disse aos seus discípulos: — A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Por isso, peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
A metáfora muda de criação de ovelha para colheita à medida que Jesus tenta despertar compaixão em seus discípulos. A colheita tem duplo sentido: (1) muitas pessoas estarão prontas para ser "colhidas" no reino. (2) O fim da antiga era e o julgamento que ela traz.
Somente Deus pode mandar ceifeiros - ministros feitos pelo homem são inúteis. Ainda assim, os ceifeiros verdadeiros são poucos. Novamente, Spurgeon diz:
Onde estão os ministérios instrutivos e ganhadores de almas? Onde estão aqueles que sofrem dores de parto pela salvação de seus ouvintes? Vamos implorar ao Senhor da seara para cuidar de sua própria colheita e enviar seus próprios homens. Que muitos que possuem um coração sincero sejam movidos pela pergunta: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?", e respondam: "Eis-me aqui, envia-me a mim”.
Este relato final serve como um resumo que prepara o contexto para o segundo grande discurso do Rei. Fica evidente que a grandiosidade da obra exigia a mobilização de muitos braços; a seara era grande demais para um só semeador. Essa necessidade culmina no comissionamento descrito em 10.1-4 e fundamenta as instruções práticas e teológicas que compõem o discurso de 10.5-42.
A natureza compassiva do Rei
Mateus 9.36 Ao ver as multidões, Jesus se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
Wayne Grudem em sua “Teologia sistemática” explica que:
“A misericórdia, a paciência e a graça divinas podem ser consideradas três atributos distintos ou aspectos específicos da bondade de Deus. A misericórdia de Deus é a bondade divina para com os angustiados e aflitos. A graça de Deus é a bondade divina para com os que só merecem castigo. A paciência de Deus é a bondade divina ao sustar a punição dos que persistem no pecado por determinado tempo.”
Notamos estes três aspectos da bondade de Deus na passagem estudada. Vamos explicar cada um deles:
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1) A misericórdia é frequentemente enfatizada quando as pessoas estão angustiadas ou aflitas. Os necessitados podem contar com a misericórdia de Deus.
As ovelhas sem pastor da passagem desfrutaram da misericórdia de Deus que estendeu para elas o seu braço salvador.
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2) A graça é o favor imerecido de Deus para com aqueles que merecem somente punição. A salvação pela graça é o oposto da salvação pelo esforço humano, pois a graça é uma dádiva concedida gratuitamente - A graça é sempre dada gratuitamente por Deus.
Os dois acontecimentos de cura atestam da graça absoluta de Deus. os dois cegos e o endemoniado experimentaram o doce favor do Senhor.
A fé é a atitude humana contrária à dependência de si mesmo, pois implica confiar em outra pessoa. Sendo assim, a única atitude humana apropriada como instrumento do recebimento da graça. Pois, elimina a confiança em si mesmo ou qualquer tentativa de obter a justificação pelo esforço humano.
3) A paciência exige confiar continuamente que Deus vai cumprir as suas promessas e os seus propósitos em nossa vida, no tempo que ele determinar, que é o tempo mais adequado (embora facilmente nos tornamos impacientes) e da forma que ele quiser. A paciência de Deus funciona em conexão com a misericórdia de Deus. O Antigo Testamento com frequência afirma que Deus é "tardio em irar-se".
O Rei foi extremamente paciente com os caluniadores e difamadores religiosos, como também foi (e continua sendo) paciente com os pecadores.
Experimentando a bondade de Deus
O evangelho de Mateus apresenta duas ênfases teológicas que conduzem as aplicações em cada passagem:
O Rei
1) O rei ouve os clamores de seu povo aflito e necessitado. Os crentes devem buscar a Deus em oração em todos os momentos, inclusive em tempos de angústia. Algumas ponderações sobre oração:
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● Não orar é demonstração de arrogância e autossuficiência.
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● Boa teologia coopera para a oração.
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● Adotar boas práticas de oração: bíblica, fervorosa e constante.
2) Os crentes devem imitar a bondade compassiva de Deus em seus relacionamentos - misericórdia, graça e paciência. Considere as seguintes instruções:
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● Empregue todo o esforço possível para preservar os laços e, em caso de rompimento, dedique-se ativamente à reconciliação.
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● Reconheça que determinadas relações (com exceção do matrimônio e do vínculo familiar) cumprem o seu ciclo e nem todos os indivíduos permanecerão para sempre.
● A oração é um poderoso instrumento divino para lidar com as complexidades dos relacionamentos.
3)Em uma época marcada pela busca incessante por performance, o ensino do Rei sobre a necessidade de confiar inteiramente no Senhor para a obra da colheita apresenta-se como um grande desafio. Avalie:
● Sua identidade e valor pessoal estão fundamentados nas suas realizações - reputação?
● As atitudes dos outros em relação a você definem como você mede o valor de cada pessoa?
O reino
1) O Reino de Deus é composto por pessoas completamente dependentes de sua bondade. Nenhum integrante do Reino tem o direito de reivindicar qualquer tipo de superioridade sobre os demais, seja ela de ordem intelectual, financeira, teológica ou emocional.
A igreja visível jamais será perfeita ou perfeitamente saudável, do mesmo modo, pessoa alguma será perfeita ou perfeitamente saudável para integrar a igreja.
2) O Reino de Deus é sustentado integralmente pelo seu governo. O reino é edificado e preservado pela ação soberana e providencial de Deus.
A condução da igreja deve se fundamentar exclusivamente na infalível Palavra de Deus. Nenhuma tradição humana, desenvolvimento intelectual ou seres espirituais possuem a capacidade necessária para guiar o povo de Deus.
3) Ser um ceifeiro do Reino é uma dádiva que Deus concede, em primeiro lugar, ao próprio Rei. Lembre-se: ninguém se engaja nesta missão por vontade própria. Se você faz parte dos trabalhadores da seara, é porque o Senhor da colheita o enviou como resposta às orações. Por outro lado, cuidado para não desprezar os enviados pelo Rei.
Conclusão
A teologia que molda a vida não deve ser meramente intelectual. Permita que a compaixão transformadora do Rei mude a sua perspectiva e o conduza como um ceifeiro afetuoso na grande colheita do Reino de Deus!
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